Raphael Gomes Lucio – Nome Artístico Raphael Honorato
Me chamo Raphael Honorato, nasci em 25/11/2011 e sou filho de Jupira Gomes Menezes e Antônio Sério Lúcio.
Minha trajetória no Carnaval começou aos cinco anos de idade, tocando em um bloco perto da minha casa. Desde esse dia eu comecei a ter uma paixão pelos instrumentos.
A minha família é toda do Carnaval, tendo diretor de bateria, diretor de harmonia, Porta-Bandeira, entre outros seguimentos. Graças a Deus, o samba está no meu DNA.
Ingressei na Paraíso do Tuiuti, escola presidida pela minha família.
Eu nunca fiz aula de instrumento e comecei a tocar naturalmente, ouvindo e vendo outros ritmistas tocarem. No meu primeiro desfile eu chorei e me tremi muito e a partir disso tive a certeza de que meu lugar é na bateria de uma Escola de Samba.
Hoje, com treze anos, eu toco na Acadêmicos do Salgueiro, na Bateria Furiosa, na Imperatriz Leopoldinense, na Swing da Leopoldina e na Unidos da Ponte, Ritmo Meritiense, no qual meu irmão, Darlan Nascimento é Mestre de Bateria.
Devido a minha família ser do Carnaval, facilita muito a minha participação nos desfiles e, por eu ser uma criança acabo influenciando muitas outras crianças que desejam estar em uma bateria, mas ainda não têm o talento de tocar. Sirvo de estímulo para outras crianças que não tiveram a mesma oportunidade que eu.
Segundo a sua mãe Jupira: “O Raphael, com cinco anos, começou a ter uma paixão por bateria, na Paraíso do Tuiuti, ano que a escola subiu para o Grupo Especial. Quando ele viu aquela grandiosidade, ele se apaixonou.”
Foi em um bloco em que a Paraíso do Tuiuti estava se apresentando, que peguei o primeiro instrumento, uma caixa, e imediatamente comecei a fazer o ritmo do samba.
Minha carreira começou na Paraíso do Tuiuti, mas em 2023, quando ia realizar meu sonho em desfilar pela escola da família, tive meu sonho interrompido. A partir disso, a tristeza tomou conta de mim e me gerou grande frustração. Porém, as baterias do Salgueiro, da Imperatriz e da unidos da Ponte me abraçaram e me deram a oportunidade de desfilar como ritmista.
Sempre participei dos ensaios e me dediquei a aprender outros instrumentos pensando em desfilar pela Tuiuti, mas ainda não tive a tão sonhada oportunidade.
A paixão por instrumentos começou mesmo quando ganhei um pandeiro, seguido por um repique chamado de bacurinha, depois um repique mor e hoje atuo como repique de bossa no Salgueiro e na Imperatriz.
Mesmo com a anulação e a interrupção do meu sonho, meu talento não foi apagado. Quando fui crescendo, meu coração se acalmou, mas mantenho o meu sonho de desfilar na minha escola de coração.
Quando chega o mês de julho, meus pais não têm mais vida própria por causa dos ensaios diários. A nossa vida só volta ao normal após o sábado das Campeãs.
Sou muito grato ao meu irmão Darlan Nascimento, que me defendeu e me deu a oportunidade de ingressar no Salgueiro e ao Guilherme Gustavo, por ter me acolhido e me dado oportunidade e visibilidade. Também sou muito grato ao Mestre Lolo, da Imperatriz Leopoldinense, por ter me dado a oportunidade de poder realizar meu primeiro sonho. Aos 12 anos, desfilei na Marquês de Sapucaí pelo Salgueiro e pela Imperatriz.
Vou continuar estudando e me dedicando para seguir os passos do meu irmão e me tornar um Mestre de Bateria. Esse prêmio me deixa muito feliz e me estimula a fazer com que o meu sonho vire realidade.


